Apresentação

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O Guardiões Griô tem por objetivo fomentar a cultura local e desenvolver mecanismos comunitários de salvaguarda e manutenção do patrimônio imaterial. Nessa perspectiva é realizado um repasse pratico de Tecnologias Sociais, de Comunicação e Mobilização, Brincadeiras e Danças Tradicionais, Praticas de Preservação da Identidade e Geração de Renda, oferecendo aos jovens ferramentas para fortalecer suas relações com o território de forma propositiva,  valorizando seus saberes e talentos, e de forma a possibilitar a manifestação de seus projetos comunitários e de vida.

Trabalhamos na perspectiva de um Ser Griô: Que ouve, coelabora o momento presente e os momentos futuros junto com sua comunidade. O Ser Griô sente e age como um visionário e poeta capaz de traduzir suas impressões e acolher por meio de sua empatia as impressões de outros. O Ser Griô manifesta, sabe ler o tempo e realizar ações em comunidade capazes de gerar mudanças sutis, gradativas e efetivas na sociedade. Tais como mudanças de paradigma, modelos mentais, de gestão e que proponham políticas públicas.

Esse projeto parte do pressuposto que a Brasilândia possui saberes tradicionais que se propagam, disseminam e perpetuam com base na oralidade e o processo de transmissão desses saberes se dá de geração para geração entre familiares, vizinhos e amigos por meio da observação e apropriação pelos jovens das técnicas detidas pelos mais velhos. Algumas das manifestações culturais presentes no território – jongo, capoeira, samba de roda, maculelê, levantamento e derrubada do mastro de São João, Santo Antônio e São Pedro e ciranda foram trazidas pelo fluxo migratório que chegou à cidade em busca de trabalho e melhores oportunidades de vida e se inscreveram no desenvolvimento e nos valores sociais da região.

A Brasilândia é 4º. distrito mais populoso da cidade de São Paulo, localizado na região noroeste, e segundo o Censo de 2.010 possui aproximadamente 265.000 habitantes, dos quais 7.600 residindo em áreas consideradas rurais. Sua população tem por característica ser formada em grande parte por migrantes do nordeste do país nas décadas de 1.950 e 1.960. Berço de manifestações culturais exuberantes como as tradicionais festas juninas, rodas de samba até a criação da Escola de Samba Sociedade Rosas de Ouro, fundada em 1.971.

Atualmente essas manifestações e eventos culturais estão cada vez menos presente o que coloca em risco a manutenção das tradições e grande parte da história dos moradores do bairro e, portanto, da identidade da comunidade.

Esse Projeto entende que a apropriação dessa identidade, individual e coletiva, e o processo de valorização das raízes culturais tem o potencial de reavivar a comunidade, criar relações saudáveis e harmônicas entre as pessoas e o espaço que elas habitam, além de fomentar práticas culturais coletivas e alternativas ao padrão de consumo existente através do fortalecimento e empoderamento da juventude, criando assim condições para a construção de uma comunidade mais sustentável e abrindo possibilidades aos jovens para que a ética de legitimização do crime e da violência não sejam mais indicadores de identidade e pertencimento.

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